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16 de Janeiro de 2019

Após Iemanjá 'rejeitar' oferendas, prefeitura organiza implementação de coleta seletiva

Carolina Salles, Advogado
Publicado por Carolina Salles
há 5 anos

Aps Iemanj rejeitar oferendas prefeitura organiza implementao de coleta seletiva

Fotos: Reprodução/Facebook

Todos os anos, após a festa de Iemanjá, a praia da Paciência, no Rio Vermelho, ganha uma "cara" diferente. Restos de objetos jogados ao mar, juntamente com as oferendas à rainha das águas, retornam à faixa de areia, se misturam à paisagem natural e o resultado é um visual não muito agradável. Fotografias postadas na rede social Facebook demonstram que, embora em menor quantidade, materiais não biodegradáveis ainda são jogados ao mar durante a festa, o que demonstra a necessidade de contínuo investimento em conscientização ambiental.

Para o secretário da Cidade Sustentável, Ivanilson Gomes, em 2014, o próprio tema da festa ao 2 de Fevereiro favoreceu a diminuição da quantidade de material não biodegradável jogado ao mar – este ano, o presente principal levado pelos pescadores foi uma tartaruga da espécie cabeçuda feita em resina, em tamanho real, como símbolo de preservação do meio-ambiente e da própria espécie. Contudo, o titular da pasta acredita que a situação ainda não é a indicada. “O ideal seria não provocar qualquer tipo de poluição durante a festa de Iemanjá, mas sabemos que o processo é a médio prazo”, avaliou Gomes que ainda contou, ao Bahia Notícias, como estão os trabalhos para a implantação do sistema de coleta seletiva na capital baiana. “Já fizemos um mapeamento da cidade e a previsão é de que sejam criados 200 pontos de coleta pela cidade. Nosso esforço é para que, até o início ou meado do mês de junho, iniciem-se as atividades de implantação do sistema”, afirmou. Serão instalados Pontos de Entrega Voluntária (PEV) em diversas regiões da cidade e, por meio de publicidade, a população será informada e incentivada a realizar a coleta seletiva. De acordo com o secretário, os PEVs serão grandes contêineres nos quais as pessoas depositarão o lixo reciclável e catadores farão a separação do material.

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia NotíciasSegundo Gomes, já há o recurso para a execução dos trabalhos. A verba, cerca de R$ 19 milhões, do BNDES, sob gestão da Fundação Banco do Brasil, e outros R$ 19 milhões, como contrapartida da prefeitura, está assegurada. “Ao todo, são quase R$ 40 milhões disponíveis. É mais do que suficiente para implantarmos a coleta seletiva em Salvador. Estamos na fase de elaboração de uma carta conjunta, com uma ONG de Salvador e outra de Porto Alegre, como procedimento necessário para que o dinheiro seja liberado”, finalizou.

Fonte: Fernanda Aragão - http://www.bahianoticias.com.br/

2 Comentários

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A prefeitura deveria cobrar 1/2 salário mínimo de cada pessoa que faça oferenda nas praias ou mar, para custear as despesas municipais, proibir qualquer vidro, e proibir essas manifestação proximo aos manguezais. Sugestão já existe missas online com velas virtuais, porque não um despacho virtual, o meio ambiente iria agradeçer, se emporcalhar as praias e cahoeiras, tenho certesa que as entidades irão embora, ninguém gosta de habitar no lixo, nessas condições não ha santo que resista. continuar lendo