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17 de Setembro de 2019

Sacrifício de animais e religião: nunca!

Carolina Salles, Advogado
Publicado por Carolina Salles
há 5 meses

Os animais que carreguem o fardo dos humanos e que por eles, para eles e suas divindades sejam sacrificados em rituais religiosos! Pasmem! Rituais religiosos! Exatamente isso!

Deuses e suas respectivas religiões que pregam o amor ao próximo necessitam de uma dose de sadismo com o abate de animais! Afinal se em nosso país animais podem ser torturados, feridos e mortos em manifestações culturais, evidentemente podem agonizar e morrer para agradar entidades religiosas!

E aí pergunto: que tipo de Deus e religião impinge sofrimento aos animais para seu deleite? E por favor não me venham com essa hiatorinha de preconceito e perseguição religiosa!

Sacrifício de animais em pleno século XXI? O império romano acabou faz tempo né?

A suprema corte brasileira, em mais um lapso de memória, ignora a Carta Magna no seu Art. 225, VII, parágrafo 1º de 1988 e desprestigia o crime ambiental do art. 225, VII da Constituição Federal que incrementa com força normativa constitucional, o art. 32 da Lei 9605/98, lei de crimes ambientais.

Os animais , seres sencientes, que sentem dor, medo, frio, fome e etc para os ministros do STF são "oferendas" que podem sofrer e morrer em nome do estado laico.

Essa decisão legitima o direito de matar um ser vivo indefeso e isso é inaceitável!

Eu sempre serei a voz daqueles que não tem vozes!

8 Comentários

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Doutora Carolina Salles, bom dia.

Se fossemos aplicar entendimento diverso do adotado, pelo STF, neste caso em especifico, necessário seria que tal decisão fosse estendida a todas as religiões. O Brasil é um dos, senão o maior exportador do mundo de carne para os países árabes, no qual é respeitado um ritual para abate dos animais.

A religião é manifestação puramente humana que visa ligar a criatura humana a concepção do divino, do transcendente. Todavia, enquanto obra humana, esta carregado de nossos preconceitos e de todo tipo de miséria moral.

No caso em apreço, havia uma colisão de normas constitucionais, de um lado a proteção ao meio ambiente na perspectiva de fauna, e de outro a liberdade religiosa. No sopesamento oriundo do conflito prevaleceu a liberdade religiosa, sobretudo porque o grande problema do especismo não esta relacionado as religiões de matriz africana, mas a pecuária, ao comércio de carne e peles, ao testes farmacológicos.

A estimada colega é Doutora em Direito ambiental, portanto, já deve ter assistido o documentário Terráqueos. Se não assistiu, indico, não apenas a você, mas a todos que ora leem este modesto comentário.

Não obstante a minha posição contrária, vosso posicionamento é digno do mais digno respeito e consideração. Colocar-se em favor da proteção à vida nunca é uma posição equivocada, muito embora no presente caso haja razões endógenas que sustentem o entendimento do STF. continuar lendo

Decisão que manifesta um verdadeiro retrocesso.
Enquanto marchamos para uma humanidade que tenta interromper os longos processos de subjugação dos nossos irmãos animais, com a inclusão de pautas sobre veganismos e vegetarianismo nas discussões da sociedade e, inclusive, com o fim de práticas tidas como culturais em que se maquiava a tortura animal com a luz da cultura longínqua dos povos, como foi na Espanha com as touradas, assisto estarrecida o julgamento do STF que ignorando injustificadamente o trilhar do progresso no nossa planeta, tateia desavisado pela obscuridade de práticas "religiosas" que afrontam valores outros muito mais relevantes do que a crença cega, a vida. E não falo isso em menosprezo a qualquer religião nem admito o discurso que muitos tem se utilizado levianamente em retóricas vazias e repletas de clichês de que nossa revolta seria racismo disfarçado, veja, não faz sentido tal alegação, eu mesma, tataraneta de escravo alforriado casado com a filha portuguesa do fazendeiro de onde meu tataravo permaneceu trabalhando apesar de liberto, eu lhe digo que religiões que praticam rituais como sangramento do animal, decepamento dos membros, ainda que para comer após os rituais, é algo nefasto e sombrio, seja qual for a fé a lhe conduzir a prática.
Sabemos que muitas crenças praticaram sacrifícios em algum período de sua história, mas o próprio Jesus, Buda, Ganhdi, Zoroastro e tantos outros "messias" de seus tempos, abominavam tais rituais.
Eu sou protetora de animais e estou devastada com isso, não bastasse a cultura de comer carne que demorará ainda alguns séculos para sucumbir, pois infelizmente muitos ainda são escravos dos sabores, agora vejo que esse projeto acaba sendo ainda mais adiado. É de uma tristeza voraz. continuar lendo

Muito boa sua manifestação... Estou indignada com essa decisão do STF! continuar lendo

Estamos com você, Dra! É inacreditável e inadmissível essa decisão do STF! continuar lendo